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Estamos prontos para vacinar contra a Covid-19

Vice-Governador do Maranhão e Vice-Presidente Nacional do Republicanos

Por Carlos Brandão

Estamos preparados para o início da vacinação contra o novo coronavírus. Essa boa notícia demos essa semana, durante o lançamento do Plano Estadual de Imunização contra a Covid-19, do qual participei. Foram meses de um trabalho contínuo, feito por técnicos competentes e que buscaram um só objetivo: alcançar o maior número de pessoas possível. Nosso plano, elaborado em conformidade com o Plano Nacional, está pronto e já começamos a operá-lo, capacitando os gestores de saúde dos municípios, para que também concebam seus planos. Temos que considerar que cerca de 70% das cidades, a partir de primeiro de janeiro, estão sob novas administrações.

No Maranhão, já ultrapassamos 4.500 óbitos por conta da pandemia. Ao mesmo tempo, recuperamos quase duzentas mil pessoas. O que importa, no entanto, é oferecermos um instrumento de resposta eficiente ao enfrentamento da doença, tida como Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional (ESPII). E é isso que vamos fazer. Temos opções de vacina no mercado. Então, aguardamos o posicionamento do Ministério da Saúde para que possamos imunizar os maranhenses. Vacinar é preciso.

Nossa intenção é iniciar a imunização tão logo recebamos as doses das vacinas. A secretaria de Estado da Saúde, cumprindo determinação do governador Flávio Dino, elaborou uma logística muito bem coordenada que compreende, nesta primeira fase, mais de duas mil salas de vacinação. Nossas dezoito regionais de saúde estarão mobilizadas para colocar em prática a primeira fase da vacinação, o que deve ocorrer, totalmente, em sete semanas a partir do recebimento das primeiras doses, que serão enviadas pelo governo federal.

Nosso planejamento prevê a aplicação de 802.600 doses na primeira fase, atendendo a 401.300 maranhenses entre trabalhadores de Saúde; pessoas de 75 anos ou mais; pessoas de 60 anos ou mais, institucionalizadas; população indígena em terras aldeadas, povos e comunidades tradicionais ribeirinhas e quilombolas. Na segunda fase, serão mais 1.070.042 doses, para 535.021 pessoas entre 60 e 74 anos. Já na terceira fase, serão fornecidas 1.627.358 para 813.679 maranhenses, entre indivíduos com diabetes mellitus, hipertensão arterial grave, doença pulmonar obstrutiva crônica, doença renal, doenças cardiovasculares e cerebrovasculares, além dos indivíduos transplantados de órgão sólido, anemia falciforme, câncer e obesidade grave (IMC≥40). É importante que massifiquemos essas informações. Não podemos perder o bonde da história. Nesse caso, significaria perder vidas. Mas, como já deixei claro, estamos preparados.

E não será uma operação fácil distribuir as doses – e as quatro milhões de seringas que já adquirimos -, por um território tão grande quanto o nosso. Para que tenhamos sucesso, disponibilizaremos vans refrigeradas;  caminhões baú; dois aviões; três helicópteros; escolta policial para o trajeto terrestre e sessenta profissionais da secretaria de Estado da Saúde inteiramente dedicados ao sucesso da operação. É, sim, uma operação de guerra. Nesse caso, pela vida, literalmente.

Ampliamos muito os serviços em saúde por todo o estado. Claro que focamos no combate à pandemia, mas esse investimento já vinha sendo feito. Tanto que, de 2015 a 2020, abrimos inúmeras unidades de saúde – entre hospitais, policlínicas e unidades de oncologia. E iniciamos as obras do novo Socorrão de Imperatriz; estamos construindo o Hospital da Ilha, em São Luís; seguimos com a ampliação do Hospital do Servidor; assumimos as obras do Hospital da Criança; estamos construindo hospitais em São Mateus e Pedreiras; vamos abrir uma Clínica Sorrir em Presidente Dutra e um Centro de Hemodiálise em Balsas. Muito sendo feito em prol da saúde dos maranhenses.

Temos, como prioridade, fazer tudo pelo êxito na operacionalização deste plano de imunização. Os cientistas afirmam que seria necessária a vacinação de 70% ou mais da população (a depender da efetividade da vacina em prevenir a transmissibilidade) para a eliminação da doença. Mas, ainda não chegarão doses suficientes. Então, enquanto não tivermos uma quantidade suficiente para atingir esse objetivo, vamos vacinar os grupos de maior risco de agravamento e óbitos. A prioridade, agora, é diminuir a possibilidade de mortes. E sei que, fazendo as coisas dessa maneira – com planejamento e ação efetiva -, daremos a resposta rápida que a sociedade precisa. Com celeridade, responsabilidade e compromisso com a vida.

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