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Por cada palmo desse chão

Vice-Governador do Maranhão e Vice-Presidente Nacional do Republicanos

Por Carlos Brandão*

Vice-Governador do Maranhão e Vice-Presidente Nacional do Republicanos

 

Uma coisa que, por vezes, acho que algumas pessoas não entendem, é o tamanho do Maranhão. Não apenas territorialmente; mas, principalmente, o tamanho de suas diferenças, de suas peculiaridades. O tamanho de algo que pouco orbita na maioria dos ditos “políticos profissionais”: a alma maranhense. A política feita de cima para baixo não é e nunca foi o meu perfil. Como diz uma antiga música do excelente Renato Teixeira: conheço cada palmo desse chão. Administrativamente, sei das dificuldades e de tudo que já conseguimos avançar. Como sertanejo, interiorano e amante das cidades, entendo cada gesto, cada palavra do cidadão, do mais distante rincão. E prezo a oportunidade que nossa gente me dá em me receber bem, com um trabalho silencioso – por respeito a hierarquia, mas voltado para soluções.

O cidadão espera respostas rápidas, seja qual for o assunto. Quando olhamos os dias que temos pela frente, percebemos que não temos tempo a perder. O governo Flávio Dino entende isso e tem agido assim. Muito mais tomando a iniciativa do que de forma reativa. No caso da pandemia, no entanto, o mundo está sendo reativo. Mas, mesmo assim, temos nos mantido à frente das necessidades. Tanto que um recente estudo aponta o Maranhão como o estado que registrou o menor número de óbitos por milhão de habitantes do Brasil. Quando se fala em mortes, sou da opinião de que nada ao seu redor deve ser exaltado. Afinal, para quem perdeu seus entes queridos, números são irrelevantes. Toco no assunto apenas para demonstrar que sempre tivemos o olhar da preservação da vida. Expandimos bastante nossa rede de saúde e mantivemos em alta os investimentos públicos, que garantem a movimentação da economia. Um bom exemplo foi dado essa semana, em ações que envolveram as comunidades indígenas: entregamos cartões de crédito a cerca de novecentos índios para aplicação na implantação de projetos produtivos agroecológicos (com um valor disponível para cada projeto); entregamos dois sistemas de abastecimento de água nas terras dos Krikati, nos municípios: Lajeado Novo e Montes altos. Possibilidade de geração de renda a quem antes vivia esquecido.

Esta semana, entregamos ainda cinquenta novos leitos do hospital Aquiles Lisboa, em São Luís; e a nova Policlínica de Açailândia. Continuamos reforçando nosso sistema e tomando outras medidas, para nos precaver diante do que possa vir a acontecer. Não é fácil. Não tem sido fácil, especialmente para os profissionais que estão na linha de frente da batalha contra a pandemia. Mas, temos certeza de que vamos manter nossas possibilidades de atendimento dentro do que se espera. Até porque também estamos avançando bem com a vacinação.

Este será um ano sem carnaval. Aliás, nem mesmo o ponto facultativo vai prevalecer em nosso estado. Tudo sendo pensado, apenas, para que não tenhamos um aumento significativo do número de infectados. Como já disse acima: não tem sido fácil. E o ano de 2021 nos exigirá uma atenção ainda maior no que diz respeito à gestão. Aquele ouvir – que comentei no início deste texto -, deverá ser ampliado. Afinal, paralelamente ao combate à pandemia, temos um estado imenso (em território e em peculiaridades) para administrar, em um trabalho que precisará da união de esforços. Independentemente de quem seja, precisamos de todos na linha de frente, agindo com responsabilidade e com atitude. Precisamos dos maranhenses dispostos ao enfrentamento de crises, mostrando a cara. Os que se escondem por trás de outros para minar o que fazemos, não nos ajudam em nada. E, no sentido de mostrar resultados, continuarei totalmente empenhado.

Há poucos dias, entregamos uma Praça da Família, na cidade Governador Nunes Freire. Fiz questão de estar presente. O que foi muito bom, principalmente pelo que presenciei  vindo de uma adolescente. Depois da inauguração, ela se aproximou e, de forma doce, mas consistente, agradeceu pela minha presença e contou uma pequena história. Disse ela que sua avó, com quase noventa anos de idade, depois de muito tempo, fez questão de sair de casa para votar na reeleição do governador Flávio Dino, pelo olhar que ele tem tido com os mais simples e pela atenção que tem demonstrado ao futuro de sua neta. Agradeci com um cumprimento cauteloso – mas, vigoroso -, e apenas reforcei de que é esse nosso compromisso. Quando estamos na ponta é que temos a noção exata do quanto temos feito a diferença para milhares de maranhenses. É uma força que nos impulsiona e nos faz querer, a cada dia, trabalhar mais e mais por cada palmo desse chão.

Estamos prontos para vacinar contra a Covid-19

Por Carlos Brandão

Estamos preparados para o início da vacinação contra o novo coronavírus. Essa boa notícia demos essa semana, durante o lançamento do Plano Estadual de Imunização contra a Covid-19, do qual participei. Foram meses de um trabalho contínuo, feito por técnicos competentes e que buscaram um só objetivo: alcançar o maior número de pessoas possível. Nosso plano, elaborado em conformidade com o Plano Nacional, está pronto e já começamos a operá-lo, capacitando os gestores de saúde dos municípios, para que também concebam seus planos. Temos que considerar que cerca de 70% das cidades, a partir de primeiro de janeiro, estão sob novas administrações.

No Maranhão, já ultrapassamos 4.500 óbitos por conta da pandemia. Ao mesmo tempo, recuperamos quase duzentas mil pessoas. O que importa, no entanto, é oferecermos um instrumento de resposta eficiente ao enfrentamento da doença, tida como Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional (ESPII). E é isso que vamos fazer. Temos opções de vacina no mercado. Então, aguardamos o posicionamento do Ministério da Saúde para que possamos imunizar os maranhenses. Vacinar é preciso.

Nossa intenção é iniciar a imunização tão logo recebamos as doses das vacinas. A secretaria de Estado da Saúde, cumprindo determinação do governador Flávio Dino, elaborou uma logística muito bem coordenada que compreende, nesta primeira fase, mais de duas mil salas de vacinação. Nossas dezoito regionais de saúde estarão mobilizadas para colocar em prática a primeira fase da vacinação, o que deve ocorrer, totalmente, em sete semanas a partir do recebimento das primeiras doses, que serão enviadas pelo governo federal.

Nosso planejamento prevê a aplicação de 802.600 doses na primeira fase, atendendo a 401.300 maranhenses entre trabalhadores de Saúde; pessoas de 75 anos ou mais; pessoas de 60 anos ou mais, institucionalizadas; população indígena em terras aldeadas, povos e comunidades tradicionais ribeirinhas e quilombolas. Na segunda fase, serão mais 1.070.042 doses, para 535.021 pessoas entre 60 e 74 anos. Já na terceira fase, serão fornecidas 1.627.358 para 813.679 maranhenses, entre indivíduos com diabetes mellitus, hipertensão arterial grave, doença pulmonar obstrutiva crônica, doença renal, doenças cardiovasculares e cerebrovasculares, além dos indivíduos transplantados de órgão sólido, anemia falciforme, câncer e obesidade grave (IMC≥40). É importante que massifiquemos essas informações. Não podemos perder o bonde da história. Nesse caso, significaria perder vidas. Mas, como já deixei claro, estamos preparados.

E não será uma operação fácil distribuir as doses – e as quatro milhões de seringas que já adquirimos -, por um território tão grande quanto o nosso. Para que tenhamos sucesso, disponibilizaremos vans refrigeradas;  caminhões baú; dois aviões; três helicópteros; escolta policial para o trajeto terrestre e sessenta profissionais da secretaria de Estado da Saúde inteiramente dedicados ao sucesso da operação. É, sim, uma operação de guerra. Nesse caso, pela vida, literalmente.

Ampliamos muito os serviços em saúde por todo o estado. Claro que focamos no combate à pandemia, mas esse investimento já vinha sendo feito. Tanto que, de 2015 a 2020, abrimos inúmeras unidades de saúde – entre hospitais, policlínicas e unidades de oncologia. E iniciamos as obras do novo Socorrão de Imperatriz; estamos construindo o Hospital da Ilha, em São Luís; seguimos com a ampliação do Hospital do Servidor; assumimos as obras do Hospital da Criança; estamos construindo hospitais em São Mateus e Pedreiras; vamos abrir uma Clínica Sorrir em Presidente Dutra e um Centro de Hemodiálise em Balsas. Muito sendo feito em prol da saúde dos maranhenses.

Temos, como prioridade, fazer tudo pelo êxito na operacionalização deste plano de imunização. Os cientistas afirmam que seria necessária a vacinação de 70% ou mais da população (a depender da efetividade da vacina em prevenir a transmissibilidade) para a eliminação da doença. Mas, ainda não chegarão doses suficientes. Então, enquanto não tivermos uma quantidade suficiente para atingir esse objetivo, vamos vacinar os grupos de maior risco de agravamento e óbitos. A prioridade, agora, é diminuir a possibilidade de mortes. E sei que, fazendo as coisas dessa maneira – com planejamento e ação efetiva -, daremos a resposta rápida que a sociedade precisa. Com celeridade, responsabilidade e compromisso com a vida.

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