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Capitólio dos EUA é fechado e isolado após incêndio nas redondezas

Segurança na região foi reforçada na última semana por temores de ataques armados; ensaios para a cerimônia de quarta foram brevemente suspensos

O Capitólio dos Estados Unidos foi fechado e isolado por cerca de uma hora nesta segunda por “abundância de cautela”, devido a um pequeno incêndio a vários quarteirões de distância. O incidente causou susto na capital americana, em estado máximo de alerta e com segurança reforçada após a invasão do último dia 6 e frente à ameaça de atos armados pró-Trump para atrapalhar a posse de Joe Biden, na quarta-feira.

Todas as entradas e saídas do Capitólio foram fechadas e quem estava lá dentro foi orientado a não se locomover e a permanecer longe de portas e janelas. Os participantes do ensaio da cerimônia de posse, que ocorria no lado de fora do prédio, também foram evacuados diante da “ameaça externa”.

Em comunicado, a Polícia do Capitólio esclareceu que o isolamento do prédio foi uma resposta a um pequeno incêndio em um acampamento de pessoas em situação de rua nos arredores da Assembleia. Em um tuíte, o Serviço Secreto afirmou não haver risco para o público. Ninguém ficou ferido.

À CNN, o chefe do Departamento de Bombeiros da capital disse que o pequeno foco de incêndio foi apagado com facilidade e que se tratou “praticamente de um não incidente”. O Capitólio foi reaberto por volta das 13h30 (horário de Brasília).

O incidente ocorre em meio a uma maciça operação de segurança, com quase 25 mil soldados da Guarda Nacional deslocados para o Distrito de Columbia na antecipação da posse. O perímetro do Capitólio, nesta semana, tem funcionamento similar ao de uma zona militar: o Passeio Nacional e seus pontos turísticos foram fechados e barreiras foram erguidas ao redor da Assembleia, de seus edifícios adjacentes e da Suprema Corte. Diversos postos de checagem foram erguidos para controlar o acesso de pessoas autorizadas.

Em um boletim na semana passada, o FBI alertou para risco de manifestações e ataques de grupos armados pró-Trump na capital e nos 50 estados americanos. Diante da segurança reforçada, no entanto, o movimento tem sido aquém do esperado em ambos os casos.

Há 12 dias, o Capitólio foi invadido por uma turba insuflada pelo presidente Donald Trump, em um dos dias mais tensos da História recente americana. Apoiadores do presidente e grupos armados de extrema direita invadiram a plenária e escritórios de parlamentares, buscando interromper a sessão conjunta que confirmaria a vitória democrata. Cinco pessoas morreram e dezenas ficaram feridas.

O papel do presidente, que horas antes havia convocado seus apoiadores para marchar até o prédio e os instado a “lutar até o fim”, lhe rendeu a abertura formal de um processo de impeachment na Câmara, na última quarta. A ação, agora, segue para o Senado, que fará um julgamento formal do presidente. O cronograma dos procedimentos, no entanto, ainda é incerto, diante dos temores democratas de que o processo possa ofuscar o início do mandato de Biden.

Trump é o primeiro presidente da História americana a ser alvo de duas ações deste tipo — na primeira vez, entre 2019 e 2020, foi inocentado pelo Senado. Desta vez, no entanto, é mais difícil prever o que espera o republicano.

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