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AM alerta para alta de casos no interior e falta de oxígênio

Marcellus Campêlo, secretário estadual de Saúde, falou nesta quinta-feira em audiência na Câmara dos Deputados que discutiu a pandemia no Amazonas.

O secretário de Saúde do Amazonas, Marcellus Campêlo, disse nesta quinta-feira (28) que a pandemia de Covid-19 voltou a se intensificar no interior, e o estado precisará de mais oxigênio hospitalar.

O secretário falou nesta manhã em uma reunião virtual da Câmara dos Deputados, convocada para discutir a situação da pandemia no Amazonas.

O sistema de saúde de Manaus entrou em colapso nos últimos dias com a disparada dos casos de Covid-19. As internações e os enterros bateram recordes, os hospitais ficaram sem oxigênio e pacientes estão sendo enviados para outros estados.

A falta de oxigênio foi momentaneamente resolvida com a chegada de cilindros emergenciais ao estado.

“Temos uma estimativa de que vamos precisar de mais oxigênio, porque no interior do Amazonas está crescendo a pandemia e o vírus está se espalhando de novo para o interior do Amazonas”, afirmou Campêlo.

“Há uma preocupação grande porque a logística de oxigênio para o interior é mais complicada”, acrescentou o secretário.

Ele explicou que além das remoções de pacientes para outros estados, o governo estadual trabalha com medidas alternativas, como a instalação de mini-usinas de oxigênio para suprir a rede de saúde do Amazonas.

Segundo Campêlo, aproximadamente 580 pacientes estão na fila, aguardando leitos no estado, e outros 100, em situação mais grave, aguardam vagas em UTI’s

Atualmente a demanda diária por oxigênio no estado gira em torno de 80 mil metros cúbicos. Segundo o assessor especial da Saúde, Ridauto Lúcio Fernandes, que falou na reunião em nome do Ministério da Saúde, é preciso que o volume seja ampliado para 120 mil metros cúbicos.

“Para que nós tenhamos uma margem de segurança e possamos dar esse gargalo como removido, tenho que jogar essa quantidade de oxigênio em Manaus, tirá-la da casa dos 80 mil e jogá-la na casa dos 100, de preferência 120 mil metros cúbicos”, calculou Fernandaes.

De acordo com ele, os ministérios da Saúde, Infraestrutura, Defesa e Economia estão trabalhando para viabilizar a operação, que terá como prioridade o transporte do material por rios.

“Hoje as ações estão sendo montadas para suspender esse patamar para 120 mil metros cúbicos. É o nosso gol, é o nosso objetivo, e isso tem que acontecer muito rápido, no máximo em duas semanas, mas queremos fazer mais rápido”, afirmou.

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