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Governo de SP estuda fase roxa, mais restritiva que a vermelha

A discussão sobre uma etapa com mais restrições ocorre há algum tempo no Centro de Contingência do Coronavírus, do qual fazem parte 20 especialistas e membros do governo, e se intensificou nesta semana.

O governo de São Paulo estuda criar uma fase roxa no plano de flexibilização da pandemia se a situação de leitos e mortes piorar no Estado. A discussão sobre uma etapa com mais restrições ocorre há algum tempo no Centro de Contingência do Coronavírus, do qual fazem parte 20 especialistas e membros do governo, e se intensificou nesta semana. Segundo o Estadão apurou, ainda não há consenso sobre o assunto – metade do grupo quer e metade não quer – e nada deve divulgado na coletiva desta quarta-feira.

O governo também deve acatar recomendações do Ministério Público sobre suspensão do futebol e de cultos religiosos. Nesta quarta-feira, a Federação Paulista de Futebol se reúne com o MP para discutir o assunto. Caso não acate o pedido, o governo fica sujeito a uma ação civil pública.

Nesta terça-feira, o Estado de São Paulo registrou 517 mortes pela covid-19, número mais alto desde o começo da pandemia. Até então o recorde era do último dia 2, quando 468 perderam a vida em um período de 24 horas. O número de casos continua subindo, é o mais alto deste ano, com 16.058 infectados.

As taxas de ocupação dos leitos de UTI são de 82,8% na Grande São Paulo e 82% no Estado.

A definição sobre uma eventual fase roxa viria de uma conclusão de que a fase vermelha não foi efetiva para diminuir os números da pandemia no Estado. Como a vermelha começou há apenas quatro dias, já integrantes do comitê que acreditam que ainda há cedo para a definição.

Mesmo com a decretação da fase vermelha, o Estadão constatou comércios com meia porta aberta, camelôs e botecos funcionando. As escolas públicas e particulares foram autorizadas a funcionar, mas registraram diminuição no número de alunos por medo da transmissão da covid no momento atual. Os pais se dividiram entre pedir o fechamento completo das unidades e em exigir que elas continuem atendendo as crianças.

Nesta terça-feira, uma juiza – que já havia autorizado em janeiro que as escola não fossem abertas – determinou que professores e funcionários não podem ser convocados para aulas presenciais em escolas públicas e privadas em regiões que estejam nas fases laranja e vermelha. O Estado não havia sido notificado ontem, mas já avisou que recorreria da decisão. Em janeiro, o presidente do Tribunal de Justiça derrubou a proibição dois dias depois.

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