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Bebê nasce com anticorpos contra a Covid-19 em SC

A médica Talita Menegali, que atua na linha de frente contra o coronavírus, foi vacinada com duas doses da CoronaVac, tendo recebido a primeira aplicação com 34 semanas de gestação

Com apenas 40 dias de vida, o Enrico já está imunizado contra a Covid-19. A mãe dele, Talita Menegali, atua na linha de frente contra o coronavírus em um posto de saúde no município de Tubarão, em Santa Catarina, e foi vacinada com as duas doses da CoronaVac. Após uma decisão compartilhada com o obstetra, a médica recebeu a primeira dose do imunizante ainda com 34 semanas de gestação. “Na verdade, a vacinação era mais para a minha imunidade, para imunizar primeiro a mãe e aí tomamos a primeira dose em 23 de fevereiro, quando tomei a CoronaVac, que é vírus inativo, não tive nenhum efeito colateral, nenhuma reação, e o bebê também já estava formado”, relata Talita. Depois do nascimento do Enrico, foram coletadas amostras de sangue e realizado o teste de anticorpo neutralizante. Seis dias depois veio o resultado positivo, confirmando a imunidade. Para o pai, Murilo Corrêa, a notícia também trouxe alívio.

“Toda criança que nasce traz uma esperança e para ele é uma esperança dobrada, porque também é uma esperança que tudo vai voltar à normalidade. Quando nasce um bebê todos querem ver, abraçar, pegar no colo e estávamos apreensivos porque a gente pensava como isso vai acontecer em meio à pandemia”, disse. O médico infectologista, Renato Kfouri, ressalta que o caso deve servir como um incentivo para que as grávidas não deixem de se vacinar. “Para a maioria das doenças, a infecção adquirida durante gestação transfere aqueles anticorpos que a mãe produz para o bebê através do cordão umbilical. Com as vacinas não são diferentes, esse processo acaba se repetindo.

Já haviam várias demonstrações que os bebês nascem com os anticorpos das mães quando elas são vacinas ou adoecem e já há estudos sobre a detecção no leite materno, é uma boa notícia. Certamente vacinar a gestante é mais um benefício que essa imunização traz”, relata. Talita ainda não sabe até quando o filho estará protegido contra a doença, mas fará novos exames com três e seis meses para saber se Enrico continua imunizado. A médica destacou ainda que está em aleitamento materno exclusivo e que isso possibilitará ainda mais a transmissão dos anticorpos.

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