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Chefão do grande assalto no Maranhão está no Paraguai

Polícia recuperou R$ 45 milhões e prendeu mais 10 suspeitos de assaltar banco em Bacabal.

Dez suspeitos de integrar a quadrilha que assaltou instituição financeira em Bacabal serão transferidos para São Luís. Presos durante abordagem policial em Santa Luzia do Paruá, na madrugada dessa terça-feira (04), o grupo estava no interior de um caminhão e com eles, armamento e munição de alto calibre, além da quantia de R$ 45.321.492.

Coletiva de imprensa. (Foto: Divulgação)

O condutor do veículo está entre os presos, suspeito de integrar o bando. Três outros suspeitos foram mortos em confronto com a polícia. As informações foram repassadas pelo secretário de Estado de Segurança Pública (SSP-MA), Jefferson Portela, durante coletiva ocorrida nesta terça-feira na sede da SSP-MA, no bairro Vila Palmeira.

Na lista de itens apreendidos com os suspeitos estão 11 fuzis, incluindo um armamento com capacidade para derrubar aeronaves; duas metralhadoras calibre ponto 50, pistola e vários coletes à prova de bala, além de mais de 440 munições de lato calibre. Cerca de 30 pessoas integraram o bando que agiu no assalto ocorrido no dia 25 novembro, em Bacabal. Desde então, a SSP-MA deflagrou operação especial para prisão dos demais membros da quadrilha.

CHEFÃO DA QUADRILHA

O chefão da superquadrilha que roubou fortuna estimada em R$ 100 milhões de uma agência do Banco do Brasil no município de Bacabal, no interior do Maranhão, está no Paraguai.

Conhecido por ‘Zezé Di Lessa’, o mentor da organização é baiano e irmão de Adeilson Lumes, que liderou o ataque ao banco no dia 25 de novembro.

Na manhã dessa terça (04), Lumes morreu em confronto com as forças de segurança do Estado – 300 homens das Polícias Militar e Civil cercaram a carreta-baú com o dinheiro na cidade de Santa Luzia do Paruá, a 370 quilômetros da capital São Luís. No tiroteio, outros dois ladrões morreram. Dez foram presos.

“Desde o dia 25 vínhamos mantendo um cerco intenso no entorno das cidades próximas ao local do assalto. Foi um cerco permanente, sem interrupção, tínhamos a suspeita de que poderiam estar escondidos em fazendas da região”, disse o secretário de Segurança Pública do Maranhão, Jéfferson Portela, que é delegado da Polícia Civil. “A operação é um sucesso total. Três (assaltantes) tombaram no confronto em Santa Luzia do Paruá. Outros dez se renderam, estão presos e serão transferidos para a capital (Penitenciária de Pedrinhas).”

Um dos três mortos no embate em Santa Luzia do Paruá é o irmão do chefão da quadrilha. A polícia informou que Adeilson Lumes ocupava um carro blindado quando as forças de segurança fizeram o cerco à carreta-baú. Em meio ao tiroteio ele saltou do veículo e foi atingido.

O secretário não esconde sua perplexidade com o arsenal bélico confiscado do grupo que atacou a agência do Banco do Brasil de Bacabal. Portela descreve o que foi encontrado em poder do grupo. “Armamento pesado. Duas metralhadoras ponto 50, artilharia anti-aérea. Dez fuzis calibre 556. Mais 17 coletes balísticos. Um fuzil AK 47.”

Em um primeiro levantamento, a Polícia do Maranhão já constatou que a organização criminosa é formada por ladrões de vários Estados – São Paulo, Espírito Santo, Bahia, Santa Catarina, Paraná, Sergipe. “É uma quadrilha bem interestadual. Eles se uniram para o ataque à agência.”

O grande assalto levou pânico a Bacabal, localizada a 240 quilômetros de São Luís. Com pouco mais de 100 mil habitantes, a cidade é conhecida como ‘Princesa do Mearim’. No dia do ataque, o bando ateou fogo em viaturas policiais e matou um homem embriagado. Três ladrões morreram em troca de tiros com policiais.

O secretário Jéfferson Portela disse que o Banco do Brasil ainda não informou a polícia, oficialmente, o exato valor que a quadrilha levou no assalto do dia 25. “Cem milhões de reais é um valor divulgado pela imprensa. O banco ainda não passou oficialmente. O fato é que o caminhão-baú está completamente lotado de sacos de dinheiro.”

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