WeCreativez WhatsApp Support
O MAIOR PORTAL DE NOTICIAS DO MARANHÃO
ᴄᴇɴᴛʀᴀʟᴅᴇɴᴏᴛɪᴄɪᴀꜱ.ʀᴀᴅɪᴏ.ʙʀ
DestaquesSaúde e Beleza

Desinformação contribui para reduzir cobertura vacinal no Brasil

Tendência de queda entre crianças e recém-nascidos está relacionada a interpretações equivocadas, como o medo dos pais de efeitos adversos decorrentes das vacinas

Após registrar 10 mil notificações de sarampo entre 2018 e 2019, o Brasil perdeu o certificado de país livre do sarampo. Ao mesmo tempo, Pernambuco enfrenta um aumento de 283% nos casos de coqueluche, enquanto o Distrito Federal já contabiliza neste ano mais que o dobro dos casos de caxumba registrados em 2018. Além de serem prevenidas pela vacinação, essas doenças compartilham outro elo em comum – todas voltaram a preocupar a comunidade médica graças a uma mistura de falsa segurança, informações equivocadas e medo de efeitos adversos causados pelas vacinas. Em meio a esse cenário, a cobertura vacinal, isto é, a taxa de pessoas vacinadas no país, vem apresentando tendência de queda, sobretudo entre crianças e recém-nascidos.

De acordo com dados do Ministério da Saúde, sete das oito vacinas obrigatórias na infância tiveram a cobertura aquém do esperado em 2018. Com exceção da BCG, cuja meta é imunizar 90% do públicoalvo, vacinas como a pneumocócica e pentavalente não conseguiram alcançar 95% da população prioritária. Especialistas acreditam que a BCG tenha sido a única com taxas satisfatórias por ser aplicada assim que a criança nasce. Já a vacinação contra a gripe, recomendada para gestantes e crianças, alcançou 76% desses dois segmentos, quando o objetivo é chegar a 90%. A tendência de queda se acentuou em 2017, ocasião em que a vacinação infantil registrou os índices mais baixos em 16 anos.

Para Juarez Cunha, presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (Sbim), essa queda na cobertura pode ser explicada por múltiplos fatores. O primeiro deles é a impressão de que doenças como sarampo e poliomielite foram eliminadas e não há mais necessidade de imunizar as crianças contra elas. “As pessoas que têm até 45 anos foram vacinadas e a grande maioria não teve essas doenças nem as conheceu. Então, a primeira explicação é uma falsa sensação de segurança de que a doença não possa mais existir”, explicou Cunha.

Além disso, muitas pessoas têm dúvidas na hora de tomar uma vacina. Conhecido como hesitação vacinal, o fenômeno costuma acontecer pela falta de informação ou, até mesmo, por informações falsas. Nesse cenário, o temor de efeitos adversos não é incomum. Talvez o exemplo mais emblemático disso seja o medo de que a tríplice viral – vacina que combate o sarampo, a caxumba e a rubéola – possa causar autismo. Esse temor ganhou vulto após o médico inglês Andrew Wakefield ter publicado em 1998 uma pesquisa na renomada revista The Lancet ligando a tríplice viral ao desenvolvimento do autismo em 11 crianças. Após a hipótese ser desacreditada, Wakefield teve o registro profissional cassado e precisou abandonar a medicina, já a The Lancet se retratou em 2010 pela publicação do artigo. O estrago, porém, já estava feito.

Com informações da Revista Época

Deixe Aqui Seu Comentário
Rei dos Reis - Cortina
Etiquetas
Ler Mais

Um comentário

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

RELACIONADAS

Botão Voltar ao topo
Fechar
Fechar

Adblock detectado

Por favor, considere apoiar-nos, desativando o seu bloqueador de anúncios