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Donald Trump ataca a China em discurso na ONU

Os Estados Unidos foi o segundo mandatário a discursar. Antes, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) discursou na abertura do encontro.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta terça-feira (22), no discurso virtual durante a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), que a organização “precisa focar nos problemas reais do mundo”.

“Estamos em uma luta mundial, batalhamos contra um inimigo invisível, o vírus chinês que levou muitas vidas em 188 países. Nos Estados Unidos nós fizemos uma grande mobilização, a maior desde a Segunda Guerra Mundial. Entregamos respiradores, equipamentos e pudemos compartilhar com parceiros no mundo. Criamos tratamentos, reduzindo nossa taxa de mortalidade em 85% desde abril. Três vacinas estão na fase clínica para que possam ser entregues. Vamos distribuir a vacina, vamos combater e derrotar o vírus. Acabar com a pandemia e entrar em uma nova era de prosperidade, cooperação e paz.”, disse.

Trump também fez duras críticas à China e ao combate à pandemia do novo coronavírus. De acordo com ele, a Organização Mundial da Saúde (OMS) colaborou para o impasse, em parceria com o governo chinês.

“Nesse futuro precisamos responsabilizar a nação que libertou esta praga no mundo: a China. Ela proibiu os voos nacionais, mas permitiu que pessoas voassem para o restante do mundo e infectasse as populações. O governo chinês e a Organização Mundial da Saúde, que é virtualmente controlada pela China, disse que não havia possibilidade de transmissão de pessoa para pessoa, depois disseram que pessoas assintomáticas não espalhariam o vírus. Precisamos responsabilizar a China por suas ações”, criticou.

Trump ainda avaliou a saída dos EUA do Acordo de Paris como uma solução para a redução da emissão de poluentes.

“A China descarta lixo e plástico nos oceanos, destrói corais e lança mais mercúrio tóxico da atmosfera do que qualquer país no mundo. As emissões de carbono na China são quase o dobro dos Estados Unidos e estão crescendo. Depois que retirei os Estados Unidos do Acordo de Paris, nós reduzimos as emissões mais do que qualquer outro país do acordo. A China não está interessada no meio ambiente, ela está interessada em punir os Estados Unidos e eu não vou aceitar isso. Se os Estados Unidos vão ficar em uma Organização, ela precisa tocar nos problemas reais do mundo: o terrorismo, problema das mulheres, trabalho escravo, tráfico de pessoas, perseguição religiosa. Os EUA sempre serão líder para os direitos humanos”, acrescentou.

“Meu governo está criando oportunidade para mulheres, descriminalização da homossexualidade e protegendo pessoas não nascidas nos EUA. A prosperidade americana é a base da liberdade e segurança no mundo. Em três anos criamos a maior economia da história e estamos fazendo isso novamente”, reforçou.

Donald Trump também afirmou que está “trabalhando para acabar com a guerra no Afeganistão” e que os armamentos do país são um dos mais avançados do mundo.

“Estamos trabalhando para acabar com a guerra no Afeganistão e pela paz, mas ela através da força. Somos mais fortes hoje, temos níveis avançados de armamentos que nunca tivemos. Rezo a Deus que nunca tenhamos que usá-las. Por décadas as mesmas soluções foram propostas, mas somente quando cuidamos dos nossos próprios cidadãos, encontramos uma real base para a cooperação. Como presidente, eu deixei as abordagens do passado de lado e coloquei os EUA em primeiro lugar”.

E finalizou: “No próximo ano, quando nos reunirmos pessoalmente, estaremos em um dos melhores anos da nossa história e, espero também, que seja um dos melhores na história do mundo”.

Os Estados Unidos foi o segundo mandatário a discursar. Antes, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) discursou na abertura do encontro.

O evento deste ano tem como tema “O futuro que queremos, as Nações Unidas que precisamos: reafirmar nosso compromisso coletivo com o multilateralismo – enfrentando a Covid-19 por meio de uma ação multilateral efetiva”. Ele começou na quinta-feira (17), mas os discursos de chefes de estado ocorrem a partir de hoje, na Assembleia Geral.

As informações são da CNN

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