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Facebook vai proibir anúncios com discurso antivacina

Objetivo é priorizar mensagens que encorajem a imunização; plataforma anunciou também que vai incluir lembretes compartilháveis sobre a vacina da gripe

O Facebook anunciou na terça-feira (13) que vai proibir a veiculação de anúncios com discurso antivacina a partir dos próximos dias. O objetivo, segundo a plataforma, é priorizar informações sobre a segurança e eficácia da vacinação.

A empresa ressaltou que já não aceita publicidade que contenha boatos desmentidos pelas principais organizações de saúde globais, como a Organização Mundial da Saúde (OMS) e os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC).

“Agora, se um anúncio desencorajar explicitamente alguém a tomar uma vacina, nós o rejeitaremos”, diz a companhia. “Não queremos essas mensagens em nossa plataforma”.

Publicações pagas que advoguem a favor ou contra as políticas governamentais sobre vacinação, no entanto, continuarão sendo permitidas. Em contrapartida, o Facebook vai incluir um rótulo “pago por” para que a pessoa ou grupo por trás da publicação fique em evidência.

Vacina da gripe
A rede social afirmou ainda que vai direcionar informações gerais sobre a vacina da gripe e como obtê-la, exibindo o local de aplicação mais próximo de cada usuário por meio da Ferramenta de Saúde Preventiva. O recurso será oferecido primeiro nos EUA, com previsão de chegada a outros países nas próximas semanas.

De agora em diante, o feed do Facebook também terá lembretes compartilháveis sobre a importância da vacinação contra a gripe e a Covid-19. A iniciativa de conscientização é levada adiante em conjunto com a OMS e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).

“As vacinas sempre foram uma prioridade global para a Unicef e serão ainda mais à medida que o mundo continua a lutar contra a Covid-19”, afirma Diane Summers, representante e conselheira-sênior da Unicef. “Nossa colaboração com o Facebook é parte de nossos esforços para lidar com a desinformação sobre vacinas e compartilhar informações ressonantes e tranquilizadoras sobre a vacinação”.

Críticas e boicotes
A mudança ocorre após o Facebook enfrentar pressões para dificultar o compartilhamento de desinformação na plataforma. Nos últimos meses, as redes sociais pertencentes ao grupo de Mark Zuckerberg sofreram boicotes de marcas e famosos, incluindo Kim Kardashian e Leonardo DiCaprio.

Este não é o primeiro movimento da companhia em resposta às críticas e sugestões. Recentemente, a plataforma anunciou mudanças nos grupos do Facebook para conter o discurso de ódio e as fake news, e parou de incluir grupos sobre saúde nas sugestões de conteúdo, numa tentativa de priorizar canais oficiais de informação.

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