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Maranhão, o estado esquecido pelos presidenciáveis

Apesar da força do ex-presidente Lula na região, Jair Bolsonaro, do PSL, avança.

O estado do Maranhão caiu no esquecimento dos candidatos à Presidência da República. Dos 13 postulantes ao cargo de chefe do Executivo, apenas Ciro Gomes (PDT) visitou à região. Assim como em outros estados do Nordeste, no Maranhão, Lula mantém a força, apesar do crescimento do número de eleitores que optam por candidatos de outros partidos. Em Timon, no Maranhão, Ciro Gomes subiu ao palanque montado na sede municipal do PDT e teceu criticas duras ao candidato Jair Bolsonaro, do PSL. Ciro afirmou que Bolsonaro é fruto de “uma revolta sem plano, que vai descambar pra violência”, e voltou a compará-lo a Hitler, o ditador da Alemanha responsável pelo holocausto durante a Segunda Guerra Mundial.

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O petista Fernando Haddad foi ao estado em 24 do mês passado. No entanto, na ocasião, ainda concorria como vice-presidente e não chegou a detalhar propostas para o estado em um eventual governo do PT. A coordenação da campanha “O Povo Feliz de Novo”, que inclui PT, PCdoB e Pros, informou que as “próximas agendas da campanha estão em formatação” e não confirmou a pretensão de visitar a região nas próximas duas semanas, tempo que falta para o dia da votação em primeiro turno.

A pesquisadora Ananda Marques, mestre em ciências políticas pela Universidade Federal do Piauí, que há três anos acompanha a política maranhense, destaca que o estado registra pouca disputa, por conta da fidelidade dos eleitores aos governos petistas.

“Vivemos um período de transição no Maranhão. A família Sarney, que por muitos anos manteve o poder no estado, é uma força política em decadência. Agora quem lidera as pesquisas de intenções de voto é o atual governador, Flávio Dino (PCdoB), que tem o apoio do PT. Eu acredito que esse cenário, de certa forma definido, afasta os demais candidatos”, afirmou.

Ananda destaca, no entanto, que apesar da influência de Lula sobre os eleitores maranhenses, Jair Bolsonaro tem angariado fatia considerável da população.

“Temos um fenômeno curioso aqui no estado. Tem uma quantidade considerável de eleitores que vota no Flávio Dino, que tem uma agenda de esquerda, e, para presidente, pretende votar no Bolsonaro. Ou seja, existe uma perspectiva de pensamentos diferentes para os governo local e nacional”, completou.

 

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