A integração entre família e escola é a chave do sucesso

Professora Cássia*

A família, nas suas diversas composições, é conhecida como o espaço primário educacional onde o indivíduo recebe instruções educativas sobre a importância das regras, valores, ética e a se relacionar com o mundo através dos estímulos e vivências socioculturais, que são transmitidos no ambiente familiar.

Por sua vez, a escola se define como um ambiente de formação humana e social do sujeito incluso no processo de ensino aprendizagem. Ou seja, tem a função de compartilhar o saber sistematizado e do próprio cotidiano do aluno. Vale lembrar que pensar em uma escola com a finalidade de desempenhar um trabalho voltado para a educação integral do indivíduo não significa dizer que este é o único espaço onde a educação formativa acontece. Afinal, outras instituições e em momentos diferentes contribuem também para a formação do ser humano.

Neste contexto, escola e família apresentam suas especificidades, porém se integram mesmo tendo objetivos diferentes. Ou seja, há uma relação de interdependência. Em muito dos casos o ambiente familiar vai determinar o desempenho da criança na escola.  Da mesma forma que algo desagradável que acontece com uma criança ou adolescente no ambiente escolar pode manifestar um comportamento atípico dentro de casa, por exemplo.

A ausência de colaboração entre ambas as partes torna necessária uma reflexão acerca desta relação. Afinal, é dever da família e escola exercer e desenvolverem suas incumbências, em parceria, se complementando e apontando para um sujeito ativo, transformador e assertivo nas relações interpessoais e sociais.

Há divergências entre as atribuições das famílias e as atribuições das instituições escolares. Mas, é necessário que admitam os mesmos métodos socializadores. A escola, por sua vez, amplia sua atuação e assume o papel da família nesse processo, o que é preocupante. Pois, não se pode desconsiderar a importância da referência familiar nesse processo de construção da criança e do adolescente. Além disso, o bom acompanhamento dos pais no processo de ensino aprendizagem gera entusiasmo, confiança e autonomia no estudante.

Ainda sobre os conflitos existentes sobre estas instituições, as escolas afirmam se disponibilizarem às famílias através da escuta e compartilhando responsabilidades. Entretanto, as queixas apontam a falta de interesse dos pais em comparecer a escola para acompanhar mais de perto o desenvolvimento do seu filho(a). Já as reclamações dos pais dizem respeito às restrições das escolas aos aspectos pedagógicos. 

Contudo, não avançar e apresentar resultados negativos nessa relação é consequência de uma busca contínua de culpados. E isto está diretamente atrelado a um bom ou péssimo desempenho da criança e adolescente no processo de ensino aprendizagem. O desafio continua sendo como transformar essa relação e proporcionar soluções para obter resultados positivos na formação acadêmica, social, psicológico e cultural do indivíduo. 

A escola tem o dever de auxiliar os pais na formação dos filhos. Ela precisa apresentar capacidade de criar oportunidades para que aconteça essa união. Os professores são essenciais para essa construção de aproximação. Nessa dinâmica, as famílias ganham confiança tornando sua participação mais ativa. Este movimento é peça-chave para uma parceria de sucesso.

*Graduada em Pedagogia pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), servidora pública concursada da rede de ensino de São Luís, cursa Especialização de Psicopedagogia Clínica e Institucional.