Anvisa aprova pedido de ampliação do prazo de validade da vacina da Janssen

Prazo anterior da validade era de 4 meses e meio. Agência certificou validade pelo período maior.

Com uso autorizado no Brasil desde 31 de março deste ano, a vacina da Janssen contra a Covid-19 é a única, até o momento, ministrada em uma só dose. Neste sábado (9), a diretoria colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou por unanimidade a extensão do prazo de validade do imunizante, que pertence ao grupo Johnson & Johnson.

Anteriormente, a validade da fórmula era de quatro meses e meio. No entanto, segundo a Anvisa, “uma avaliação de dados de estudos demonstrou que a vacina se manteve estável pelo período de 6 meses”, sendo armazenada sob condições de 2°C a 8°C.

A solicitação de ampliação do prazo de vencimento partiu da fabricante e foi registrada junto à Anvisa em 15 de setembro, para a autorização temporária de uso emergencial, em caráter experimental.

Quando armazenada entre temperaturas de -25°C e -15°C, a vacina da Janssen tem prazo de validade de 24 meses, a partir da data de fabricação.

Vacina da Janssen está fora do planejamento da vacinação em 2022

Na apresentação do plano de vacinação contra a Covid-19 para o próximo ano, o Ministério da Saúde informou que a CoronaVac e a vacina da Janssen não estão no cronograma por ainda não terem o registro definitivo no Brasil.

Assim, a proposta prevê a aplicação das vacinas que já apresentam esse registro, que hoje são as da AstraZeneca e as da Pfizer.

De acordo com o G1, o governo planeja um estoque inicial de 354 milhões de doses, que seriam usadas da seguinte forma: uma dose de reforço para pessoas de 18 a 60 anos e duas doses de reforço para indivíduos acima de 60 anos ou imunossuprimidos.

O novo ciclo de vacinação começaria seis meses depois de a pessoa ter completado a imunização ou seis meses depois da dose de reforço, no caso dos idosos. 

Em relação à população de 12 a 17 anos, o ministério ainda avalia se haverá necessidade de dose de reforço.

Caso haja aprovação da Anvisa, o governo diz que tem vacina suficiente para imunizar toda população infantil, de seis meses a 11 anos.