Ministério da Saúde não garantirá vacinas para estados que adotarem "regras próprias"

Mudanças de alguns pontos acordados no Programa Nacional de Imunização (PNI) têm sido alvo de críticas constantes do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga.

O Ministério da Saúde informou, por meio de nota oficial, nesta quarta-feira (1º/9), que não garantirá doses de vacinas contra a covid-19 para os estados e municípios que adotarem esquemas vacinais diferentes das que foram definidas e recomendadas pelo Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19 (PNO). 

"As alterações nas recomendações do PNO podem influenciar na segurança e eficácia das vacinas na população e podem, ainda, acarretar na falta de doses do Plano Nacional de Vacinação para completar o esquema vacinal na população brasileira", alertou a pasta. 

As mudanças de alguns pontos acordados no Programa Nacional de Imunização (PNI) feita por alguns estados e cidades têm sido alvo de críticas constantes do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga. Para ele, decisões tomadas fora do PNI geram “calor” ao invés de gerar “luz”.

Entre as últimas críticas do ministro, estavam a decisão de incluir adolescentes na campanha de imunização contra a covid-19 e também a intercambialidade de imunizantes em grávidas, ações adotadas por alguns estados, sem o aval do Ministério da Saúde. 

Na última semana, durante coletiva de imprensa, Queiroga disse que existe risco de faltar doses de imunizantes caso cada estado siga as próprias regras e não as normas indicadas pela pasta. "Se cada um quiser criar um regime próprio, o Ministério da Saúde, lamentavelmente, não terá condição de entregar doses de vacinas. Temos que nos unir aqui para falar a mesma língua. Se for diferente, vai faltar dose mesmo. Não vale ir para a Justiça, o direito de ir para a Justiça é um direito universal e constitucional, mas o juiz não vai assegurar dose que não existe", disse.