Telegram assina acordo com o TSE para combater fake news nas eleições

Plataforma se comprometeu a identificar postagens que promovam a desinformação e a remover conteúdo que viole regras

O Telegram finalmente se juntou à iniciativa do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para combater fake news durante as eleições presidenciais que ocorrem ainda este ano. O anúncio foi feito na última sexta-feira (25), outros apps como WhatsApp, Twitter e TikTok já haviam assinado a parceria, mas o mensageiro russo era um dos mais visados devido ao alto número de grupos abertos acusados de desinformação na plataforma.

Ao contrário das outras redes sociais, que aderiram rapidamente ao projeto, o TSE demorou para conseguir a autorização do Telegram. O presidente do tribunal, ministro Edson Fachin, chegou a falar publicamente sobre a falta de respostas do mensageiro em relação ao acordo. No entanto, após ter seu bloqueio no Brasil decretado pelo ministro do STF, Alexandre de Morais, devido a recusa do serviço em cumprir determinações judiciais, a empresa passou a atender as autoridades brasileiras.

Telegram nas eleições
Segundo o TSE, não existem compromissos financeiros no acordo firmado entre as partes e cada instituição deve bancar os cursos necessários para aplicar as regras. Com a assinatura, o Telegram se compromete a combater conteúdos falsos relacionados ao sistema eleitoral e ao voto eletrônico.  Além do Telegram, a iniciativa para combater fake news nas eleições já conta com  Twitter, TikTok, Facebook, WhatsApp, Google, Instagram, YouTube e Kwai. 

Sobre o bloqueio, antes mesmo de ser bloqueado em território brasileiro, o Telegram foi liberado. O aplicativo de mensagens cumpriu as decisões judiciais pendentes após o Supremo Tribunal Federal (STF) dar 24 horas, no último dia 19, para a exclusão de publicações do canal do presidente Jair Bolsonaro com notícias falsas. Assim, no domingo (20), o ministro Alexandre de Moraes revogou a decisão assinada por ele mesmo na sexta-feira (18).