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Programa libera mais de 100 mil toneladas de milho para pequenos produtores

Pedido de liberação do grão foi feito pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) junto à Companhia Nacional de Abastecimento (Conab)

Reportagem
Rafael Costa

Apenas uma publicação no Diário Oficial. É o que falta para que as vendas de milho no Programa de Vendas em Balcão (ProVB) sejam retomadas. É o que afirma a Confederação Brasileira de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que fez a solicitação da retomada do programa para a Companhia Nacional de Abastecimento, a Conab.

O Programa de Vendas em Balcão (ProVB) pretende viabilizar o acesso de criadores rurais de pequeno porte e micro agroindústrias aos estoques de produtos agrícolas por meio de vendas diretas, a preços compatíveis com os praticados em pregões públicos e mercados atacadistas locais. Esse modelo de venda foi utilizado este ano para sanar o desabastecimento durante a greve dos caminhoneiros, em maio.

Na época, a Conab criticou o uso do programa para beneficiar grandes empresas que estavam sem rações para a produção de frangos e porcos, fugindo a regra inicial que era de atender a pequenos e médios produtores. Por conta da demanda, a Companhia Nacional de Abastecimento já está perto do volume máximo de venda estabelecido pelo Governo Federal, que é de aproximadamente duzentas mil toneladas.

Para facilitar essa situação, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil entrou com um pedido de liberação de mais uma parte do estoque para que o milho seja comercializado por pequenos produtores.

A companhia ressalta que o pedido de um reforço de mais 100 mil toneladas do produto já foi feito ao Conselho Interministerial de Estoques Públicos de Alimentos.

De acordo com o coordenador de assuntos estratégicos da CNA, Joaci Medeiros, a entidade aguarda apenas a oficialização para que 100 mil toneladas de milho sejam liberadas e detalha de que forma o programa auxilia o pequeno produtor.

“Esse programa é fundamental, como eu falei, para a manutenção dos rebanhos. Eles precisam acessar o milho para fazer a alimentação do rebanho dele, e fará isso no mercado local e não na Conab. Isso gera um custo adicional a ele. Nós sabemos que as margens de lucro estão cada vez mais curtas, o custo de produção cada vez mais alto, e isso impacta diretamente no custo dele.”

Em nota, a Conab destacou que não está medindo esforços para atender a todos os clientes, seja na disponibilização do milho para ração como o atendimento a clientes em todo o país. A companhia ressalta que o pedido de um reforço de mais 100 mil toneladas do produto já foi feito ao Conselho Interministerial de Estoques Públicos de Alimentos. Além da greve dos caminhoneiros, a Conab ressalta que o tabelamento dos fretes dificultou a remoção do milho em algumas regiões, o que atrasou o reposicionamento do estoque.

Reportagem, Raphael Costa
agenciadoradio

 

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