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Rodoviários e empresários não chegam a acordo e impasse continua

Durante uma reunião entre as classes, foi confirmado uma lei que proíbe extinção da função de cobrador de ônibus em São Luís.

Representantes do Sindicato dos Rodoviários, do Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros de São Luís (SET), da Prefeitura de São Luís e Ministério Público participaram nessa segunda-feira (17) de uma rodada de negociações sobre reivindicações dos trabalhadores. A audiência foi conduzida pelo desembargador do trabalho, Gerson de Oliveira.

O presidente do SET, Gilson Neto, alegou as dificuldades em atender as reivindicações dos trabalhadores e afirmou que isso só seria possível, a partir de uma contrapartida do município.

O Secretário de Trânsito e Transportes, Canindé Barros, informou que cumpriria todos os itens do contrato que rege as relações entre o poder público e as empresas de ônibus, e descartou por enquanto qualquer hipótese de aumento nas tarifas.

Como forma de garantir que as negociações avançassem, o Desembargador do Trabalho, propôs que os patrões oferecessem um reajuste salarial de 6% aos trabalhadores. Depois de analisarem, o SET ofereceu 4% de reajuste, o que não foi aceito pelos rodoviários. Quanto à extinção da função de cobrador, a Prefeitura de São Luís salientou que existe uma lei municipal que proíbe que a função seja excluída do sistema.

Como a mediação chegou a um ponto, onde não houve mais avanços, o Desembargador Gerson de Oliveira, sugeriu que as discussões fossem interrompidas e fossem retomadas na tarde dessa terça-feira (18), para que as partes pudessem ter mais tempo para analisar melhor as propostas, o que foi por unanimidade, acatado pelas duas categorias.

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