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Rompimento de barragem em MG deve afetar 10 mil em 3 municípios

Estudo aponta risco para moradores dos municípios de Barão de Cocais, Santa Bárbara e São Gonçalo do Rio Abaixo.

Oito barragens administradas pela mineradora Vale estão em “severo risco de rompimento” e a empresa sabe disso desde outubro. Naquele mês, a lista incluía outras duas estruturas, os reservatórios 1 e 4-A da Mina Córrego do Feijão, que terminaram ruindo em 25 de janeiro, em Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, num desastre que já contabiliza 160 mortos e 155 desaparecidos.

O risco apontado para a barragem 1, que se rompeu e destruiu a 4A, era cinco vezes menor do que o de outras três estruturas da lista, localizadas em Nova Lima. A informação consta de um documento da própria empresa sobre a situação dos reservatórios, obtido pelo Ministério Público (MP) de Minas, que protocolou uma ação civil pública, no valor de R$ 500 milhões, aceita pela 22ª Vara Cível da Comarca de Belo Horizonte. O MP tornou público o conteúdo da ação nesta terça-feira.

O documento da Vale foi solicitado em 31 de janeiro, seis dias depois do desastre de Brumadinho. Classificadas pela própria mineradora como zona de atenção, todas essas barragens estão situadas em Minas Gerais: Capitão do Mato e Dique B, em Nova Lima; Menezes 2, em Brumadinho; Laranjeiras, em Barão de Cocais; Taquaras, no distrito de São Sebastião das Águas Claras (também conhecido como Macacos, em Nova Lima); e Forquilha 1, 2 e 3, em Ouro Preto. As anomalias detectadas pela companhia também incluíam as barragens 1 e 4-A do Complexo Córrego do Feijão, que se romperam em 25 de janeiro. A possibilidade de problemas na barragem de Brumadinho, segundo a própria Vale, era de 0,02%. Em comparação com as demais na Alarp Zone, essa estrutura era a que a tinha o menor risco. Nas três barragens de Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, o risco é de 0,1%.

O fato de a lista incluir as estruturas do complexo da Vale em Brumadinho expõe a fragilidade da fiscalização do governo do estado, por meio da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), e da União, a partir da Agência Nacional de Mineração (ANM), de acordo com o MP. Segundo o órgão, “o fato mais assustador foi a informação de que as barragens da Mina Córrego do Feijão possuíam laudos que atestavam sua estabilidade e segurança, conforme se nota de informação extraída diretamente da página da Fundação Estadual de Meio Ambiente (Feam)”.

Em nota, a Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) informou que suspendeu, no dia 5 de fevereiro, as atividades nas oito barragens em severo risco no estado. De acordo com a pasta, a medida aconteceu logo depois do MP repassar ao órgão o teor da ação. A Semad informou, ainda, que cabe ao governo do estado “a fiscalização dos aspectos socioambientais desses empreendimentos”, enquanto a segurança diz respeito à Agência Nacional de Mineração (ANM).

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