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Sem conseguir voltar para o país, brasileiros temem ficar sem hospedagem e dinheiro

Medidas de restrições, como cancelamento de voos, anunciadas mundialmente para combater o avanço do novo coronavírus impõem desafios para os brasileiros

As medidas de restrições, como cancelamento de voos, anunciadas mundialmente para combater o avanço do novo coronavírus impõem desafios para os brasileiros que desejam retornar para casa. Alguns grupos localizados pelo Globo relatam problemas como o escasso recurso econômico, o fim das reservas nos hotéis e o isolamento social absoluto, que impede, por exemplo, a circulação de transportes nas ruas.

Na Arábia Saudita, o economista Rafael Dallacqua tenta desde a última semana retornar ao Brasil, mas esbarra nas decisões do governo saudita que suspendeu os voos internacionais, fechou aeroportos e restringiu inclusive a circulação interna de táxis, pessoas nas ruas e de transporte público.

Oficialmente, a suspensão de voos para o exterior dura até o próximo domingo, mas as companhias aéreas, como a Emirates, já cancelaram viagens durante abril e é esperado que o governo prorrogue o período de restrição.

Num país que não costuma ser destino turístico, Dallacqua conseguiu encontrar outros 14 brasileiros pela internet. Tirando ele, todos foram para lá a negócios ou são expatriados.

— Minha intenção inicial era ir daqui para os Emirados Árabes, por terra. Mas por causa do Coronavírus, meus planos mudaram totalmente — explica o economista, que atualmente está de quarentena na casa de um egípcio, num esquema de “couchsurfing”, já que não tem dinheiro para hotéis. — A rotina é ficar o dia todo em casa. Antes, ninguém saía durante o dia por causa do calor, agora tem um toque de recolher oficial aqui das 19h às 6h, com multas pesadas de até R$12.000 se descumprirmos pela primeira vez e com risco de prisão se for pego três vezes.

Há exceções, como ir ao mercado, que estão funcionando normalmente e estão abastecidos, e farmácias. Dallacqua diz que está estudando sobre o vírus no período de ócio e aguarda um posicionamento oficial do governo brasileiro.

— Preenchemos formulários de emergência do Itamaraty e Anac, mas não temos um posicionamento oficial. O Itamaraty diz que tem que falar com a Embaixada. Já a Embaixada diz que depende do Itamaraty.

Sem hospedagem

Um grupo de cerca de 50 turistas brasileiros que estão no Taiti também tenta, sem sucesso, retornar ao Brasil. É o caso da dona de casa Ludmilla Mantovany, de São Paulo, que está com o marido Bruno Couto, engenheiro de computação há duas semanas na ilha da Polinésia Francesa, hospedados em um veleiro de amigos. Ela conta que, assim que souberam do crescimento da pandemia de coronavírus e da iminência do fechamento de fronteiras, o casal pegou o último voo entre as ilhas Huahine para o Taiti, na esperança de conseguir voltar para casa.

Os voos entre ilhas daqui estão suspensos pelo governo e inclusive nossos amigos estão impedidos de navegar para outro lugar, presos em Huahine, pois barcos estão proibidos de circular. Fizemos diversos contatos com a Latam no Brasil, no Chile e aqui no Tahiti e até o momento nenhuma solução foi dada – disse.

Segundo Ludimilla, no momento existem cerca de 100 pessoas de diversos países da América do Sul presas no arquipélago, entre argentinos, uruguaios, paraguaios e chilenos. Não há autorização para conexão no Chile. Existe uma possibilidade de uma rota pelos Estados Unidos, mas nem todos possuem visto.

— As pessoas já estão relatando fim de suas reservas nos hotéis, o que fará que todas elas fiquem sem hospedagem. Nós mesmos estamos na casa de um brasileiro que vive aqui no Taiti, que nos recebeu a pedido de amigos. Entramos em contato com o Itamaraty e até o momento não recebemos nenhuma resposta conclusiva. Precisamos que o governo do Brasil nos ajude de alguma forma, seja conseguindo que o governo do Chile autorize a Latam realizar nossa conexão no Chile, ou enviando algum avião para nos repatriar – afirmou.

Também no Taiti, a carioca Julia Couto, administradora de Recursos Humanos, possuía voo marcado para voltar ao Brasil no próximo dia 31. Preocupada com a crise do Coronavírus, tentou antecipá-lo para terça-feira (ontem), mas o voo foi cancelado, após um comunicado apenas no dia anterior. Ainda não há definição do governo local sobre fechamento do aeroporto, mas acredita-se que os voos internacionais só serão permitidos até o próximo sábado.

— A companhia nos orientou a buscar outros meios, sem oferecer suporte de alimentação ou hospedagem. Há possibilidade de um voo saindo da Austrália e que passaria por aqui até seguir para Santiago, mas não há nada garantido. Não temos muito tempo porque o governo deve fechar o aeroporto nos próximos dias, e os hotéis também querem fechar — explicou Julia, que também diz não ter recebido orientações do Itamaraty. — Nos responderam apenas para manter a calma e tentar pressionar a companhia aérea. No nosso grupo, há desde criança com quatro anos a idosos.

O Itamaraty estima que existam cerca de 6 mil cidadãos brasileiros espalhados pelo mundo tentando retornar ao Brasil. O órgão espera que, a qualquer momento, seja editada uma medida provisória destinando R$ 50 milhões para o resgate dessas pessoas.

Nesta quarta-feira, dois aviões da Força Aérea Brasileira (FAB) trarão de volta ao país um grupo de brasileiros que estão isolados em Cusco, no Peru. No entanto, há pessoas espalhadas por outras cidades peruanas, como Arequipa

As informações são de O Globo

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