CidadesMaranhãoPrincipais Destaques

Sojicultor do Maranhão sofre com custos elevados e quebra na produção

Produtor relata que está gastando 20% a mais nesta safra, quando comparado ao ano passado. Colheita deve ser 10% menor, afirma Aprosoja

Os produtores do sul do Maranhão estão vendo os lucros diminuírem a cada safra. É que os custos com as tecnologias aumentam mais que o valor de venda da soja. Nessa conta também estão os gastos com a logística e os insumos. O clima também não ajudou e as fortes estiagens apertaram ainda mais a rentabilidade final.

O sol que revela as paisagens do Parque Nacional da Chapada das Mesas, andou castigando a soja plantada no município de Carolina, no Maranhão. Quem visita a região nem imagina a importância da agricultura para a economia do município. Os dados mais recentes do IBGE mostram que, em 2017, foram plantados 25 mil hectares do grão e colhidas 67 mil toneladas. Por isso a soja que recebe cada vez mais investimentos, mas a curta margem de lucro tem desanimando o sojicultor.

“Temos o sentimento de que é um trabalho de até quatro meses que está indo embora. Mais um ano sem a colheita esperada e sem o lucro também”, afirma o coordenador técnico da Fazenda, Otávio Mera.

Soja

Mera diz isso depois de analisar as plantas e ver as vagens vazias, ou com no máximo dois grãos, quando o que se esperava eram três. É que o veranico, esperado para janeiro, antecipou e chegou em dezembro, pegando em cheio a floração e o enchimento. O engenheiro agrônomo Carlos Alberto Rodrigues dos Santos percorre as fazendas do estado e conta que o problema não foi só ali na região.

O sol que revela as paisagens do Parque Nacional da Chapada das Mesas, andou castigando a soja plantada no município de Carolina, no Maranhão. Quem visita a região nem imagina a importância da agricultura para a economia do município. Os dados mais recentes do IBGE mostram que, em 2017, foram plantados 25 mil hectares do grão e colhidas 67 mil toneladas. Por isso a soja que recebe cada vez mais investimentos, mas a curta margem de lucro tem desanimando o sojicultor.

“Temos o sentimento de que é um trabalho de até quatro meses que está indo embora. Mais um ano sem a colheita esperada e sem o lucro também”, afirma o coordenador técnico da Fazenda, Otávio Mera.

Caminhoneiros se arriscam em rodovias com falta de infraestrutura no sul do Maranhão.

Mera diz isso depois de analisar as plantas e ver as vagens vazias, ou com no máximo dois grãos, quando o que se esperava eram três. É que o veranico, esperado para janeiro, antecipou e chegou em dezembro, pegando em cheio a floração e o enchimento. O engenheiro agrônomo Carlos Alberto Rodrigues dos Santos percorre as fazendas do estado e conta que o problema não foi só ali na região.

Para completar, nem todas as propriedades têm energia elétrica e isso aumenta as despesas com geradores. A Aprosoja do Maranhão estima que, até agora, 40% da safra foi comercializada. A colheita está em 35%. Uma orientação para que o sojicultor consiga aumentar a rentabilidade é investir no perfil de solo aos poucos, em algumas áreas, e não em toda a propriedade de uma vez.

“Ele vai vendo um trabalho de ano a ano dele e vai fazendo um perfil geral. Em uma propriedade de mil hectares, se a cada ano fizer cem hectares, vai demorar dez anos, só que o sojicultor vai ter uma rentabilidade melhor”, diz.

Deixe Aqui Seu Comentário
Tags
Ler Mais

RELACIONADAS

Close
Close