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Trump perde Câmara para Democratas, mas eleva apoio no Senado

Democratas também terão mais governadores do que atualmente. Republicanos obtiveram vitórias em três estados antes nas mãos dos adversários e ganharam folga em sua liderança no Senado.

As projeções dos resultados das eleições legislativas nos Estados Unidos(EUA) indicam que os republicanos conseguirão manter o controle do Senado, após a votação que renovou um terço dos senadores, enquanto os democratas conquistarão a maioria dos deputados eleitos para a Câmara de Representantes, que renovou as 435 cadeiras.

No Senado, 35 dos 100 assentos estavam em jogo, além de governadores de 36 dos 50 estados, mais três territórios. Os dados estão em processo de atualização. Se as informações forem confirmadas, a tendência prevista por analistas será concretizada.

Eleições legislativas começam na terça-feira (6) nos Estados Unidos
Eleições legislativas nos Estados Unidos – Mike Nelson/EFE/Direitos reservados

Em sua conta no Twitter, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, definiu como “tremendo sucesso” as eleições legislativas. “Tremendo sucesso esta noite. Obrigado a todos”, escreveu ontem (6) o norte-americano.

Trump se manifestou após a porta-voz da Casa Branca, Sarah Huckabee Sanders, afirmar que os resultados dos pleitos de metade de mandato representaram “uma boa noite” para o governante. “Atualmente, nos sentimos bem, foi uma boa noite para o presidente até este momento.”

As manifestações ocorreram antes que as principais emissoras de televisão previssem que os democratas tinham arrebatado dos republicanos a maioria da Câmara.

A líder democrata na Câmara dos EUA, Nancy Pelosi, comemora resultados das eleições com integrantes de seu partido em Washington, na terça-feira (6) — Foto: Reuters/Jonathan Ernst

A líder democrata na Câmara dos EUA, Nancy Pelosi, comemora resultados das eleições com integrantes de seu partido em Washington, na terça-feira (6) — Foto: Reuters/Jonathan Ernst

Eleitoras do republicano Ron DeSantis comemoram sua vitória nas eleições ao governo da Flórida, em Orlando, na terça-feira (6) — Foto: Reuters/Carlo Allegri

Eleitoras do republicano Ron DeSantis comemoram sua vitória nas eleições ao governo da Flórida, em Orlando, na terça-feira (6) — Foto: Reuters/Carlo Allegri

Trump participa de comício em Cape Girardeau, Missouri, nesta segunda — Foto: AP/Jeff Roberson

Trump participa de comício em Cape Girardeau, Missouri, nesta segunda — Foto: AP/Jeff Roberson

Eleitores votam na Igreja Presbiteriana Glen Echo, em Columbus, Ohio, na terça-feira (6) — Foto: AP Photo/John Minchillo

Eleitores votam na Igreja Presbiteriana Glen Echo, em Columbus, Ohio, na terça-feira (6) — Foto: AP Photo/John Minchillo

Dificuldades

Com maioria na Câmara de Representantes, os democratas terão poder de obstrução, de negociação direta com o presidente e também condições políticas para investigar e protocolar pedidos, que nem sempre estão de acordo com os interesses da Casa Branca.

Também ficará mais difícil para Trump cumprir promessas da campanha presidencial de 2016, como o financiamento do muro fronteiriço na área que separa os Estados Unidos do México, por exemplo.

O presidente norte-americano terá de negociar mais com os deputados e aumentar a articulação política para dar andamento aos projetos considerados essenciais para sua administração até o Senado.

Participação

Pelos dados oficiais, as eleições tiveram número recorde de candidatas mulheres,imigrantes e muçulmanos, o que, para analistas, seria uma resposta da oposição contra o governo Trump.

Durante a campanha presidencial, Trump foi alvo de denúncias de abuso sexual e de ser favorável à política antimigratória, assim como de discriminação a muçulmanos. Para analistas, a eleição deste ano se revelou uma surpresa pela mobilização do eleitorado.

O analista político Carlo Barbieri disse à Agência Brasil que  a “onda azul”,  movimento pelo voto a favor do partido democrata, indicou uma reação interessante do eleitorado: campanha concentrada em questões sociais e políticas, não econômicas.

“Esta eleição teve um componente interessante, com a economia aquecida, e um aumento na geração de empregos, a maioria dos candidatos democratas evitou críticas duras sobre Trump. Ao invés disso, eles se concentraram em temas relacionados à saúde, à manutenção do Obamacare e em problemas que poderiam levar o eleitor a perder horas de trabalho para ir votar”, afirmou. “O seguro de saúde é algo que Trump ainda tem de resolver com a população.”

*Com informações da Agência EFE e Agência Brasil

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