Tecnologia

Usuários processam Apple por propaganda enganosa no iPhone

Dois usuários reclamam que o celular não traz design “all-screen”.

Dois consumidores entraram com um processo contra a Apple na Justiça dos Estados Unidos por suposta propaganda enganosa em relação à tela do iPhone X, iPhone XS e iPhone XS Max. De acordo com a ação de 55 páginas, a empresa contabiliza como parte do display a área do notch (o recorte superior) e os cantos arredondados. Dois usuários reclamam que o celular não traz design “all-screen” (todo tela, segundo tradução oficial) citado pela companhia em material publicitário. A empresa ainda não se pronunciou sobre o caso.

Segundo o processo, o iPhone X inclui tela de “aproximadamente 5,6875 polegadas” e não 5,8 polegadas, como anunciado. Além disso, a companhia determinaria uma espécie de “área segura” para que os desenvolvedores criem seus apps, inutilizando uma parte considerável do display. “A área segura exclui 264 pixels (88 pontos) na parte superior da tela e 102 pixels (34 pontos) na parte inferior da tela”, explica o texto.

Também de acordo com o documento, todos os dispositivos da linha X têm resolução inferior ao que o informado, contando erroneamente pixels falsos (aqueles com dois ou menos subpixels por unidade) como se fossem pixels verdadeiros (que apresentam os subpixels vermelho, verde e azul).

“Mesmo se os pixels falsos dos produtos fossem interpretados como se fossem pixels reais, a publicidade do produto ainda seria enganosa porque contém menos área de tela (com menos pixels) do que o anunciado”, denuncia o processo.

Os consumidores pedem uma liminar contra as práticas ofensivas, além de pagamentos de danos direcionados a todos que participam da ação coletiva. Veículos estrangeiros tentaram contato, mas a Apple não se pronunciou sobre o caso até onde se sabe.

Não é a primeira vez que usuários de produtos da Apple acionam a justiça contra a marca. Em março, houve quase 60 ações distintas contra o mecanismo que reduzia o desempenho de iPhones a fim de preservar baterias. Já em junho, foi alvo de uma ação devido à tendência da tela do Apple Watch de quebrar, rachar ou se soltar do corpo do relógio.

As informações são do TechTudo

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