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Vacina tríplice viral pode ter efeito contra a COVID-19, diz estudo nacional

A vacina tríplice viral é usada contra sarampo, caxumba e rubéola.

Para o combate da COVID-19, pesquisadores brasileiros podem ter encontrado uma solução eficaz e já conhecida contra o novo coronavírus (SARS-CoV-2): a vacina tríplice viral, disponível de forma gratuita no SUS (Sistema Único de Saúde). É o que aponta os resultados preliminares de um estudo sobre os efeitos desse imunizante — usado contra sarampo, caxumba e rubéola — para a redução de sintomas da infecção por coronavírus.

Vale ressaltar que o estudo não busca comprovar a eficácia da vacina tríplice viral como uma vacina propriamente dita para a COVID-19, ou seja, não é esperada a produção de anticorpos contra o coronavírus, a partir de uma dose do imunizante.

Por outro lado, esses pesquisadores estão investigando a eficácia dessa vacina como auxílio no tratamento da COVID-19, reduzindo os riscos de complicações. É esse o intuito da pesquisa, em desenvolvimento, entre a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e do Hospital Universitário Professor Polydoro Ernani de São Thiago, com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação de Santa Catarina.

Pesquisa com a vacina tríplice viral para a COVID-19
A pesquisa brasileira foi realizada em cerca de 400 profissionais da área de saúde, na Grande Florianópolis, composta por nove municípios do estado de Santa Catarina. De acordo com os resultados obtidos até o momento pelo estudo, 83% dos voluntários já se infectaram com o novo coronavírus (após a vacinação) e foram assintomáticos.

No entanto, essa porcentagem mescla o grupo de contaminados que receberam a tríplice viral e os que receberam um placebo. Entre os que receberam o placebo e também contraíram a COVID-19, a porcentagem de casos assintomáticos caiu para 50%. O estudo está previsto para ser concluído em dezembro deste ano.

Produção da vacina tríplice viral
O interessante é que caso se comprove a eficácia da vacina tríplice viral na redução de sintomas da COVID-19, o Brasil já produz esse imunizante nacionalmente, na Bio-Manguinhos, a unidade produtora de imunobiológicos da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Até então, era uma vacina importada para o calendário de vacinação nacional do Ministério da Saúde.

Para a produção da vacina trivalente são usados os vírus vivos atenuados do sarampo (cepa Schwarz), da rubéola (cepa Wistar RA27/3) e da caxumba (cepa RIT 4385 derivada da cepa Jeryl-Lynn). De forma individual, esse vírus são reproduzidos em substratos celulares e células diploides. Depois, é que os compostos individuais com cada um dos concentrados virais são misturados. Por fim, o imunizante é, então, envasado e liofilizado.

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